segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Um empate a abrir o ano



 

    Diz a sabedoria popular que até ao lavar dos cestos é vindima, e o jogo deste domingo é um bom exemplo disso mesmo. 
     A partida marcava o regresso dos famalicenses após um mês de paragem coincidindo também com o inicio da segunda volta do campeonato.
     O jogo teve duas partes distintas. Começaram melhor os da casa, assumindo o desafio, e logo no primeiro minuto falharam de forma clamorosa o tento inicial na partida. Os comandados de Miguel Paredes iam mandando no jogo, com os de Nine a terem dificuldades nas transições ofensivas. Pelos vinte minutos, o Ninense dispõe da sua primeira oportunidade de golo, com Martins a escapar pela direita, mas ninguém a aparecer para empurrar a bola. A resposta do Vieira não poderia ser mais letal, e na jogada seguinte, Luca marca o primeiro tento de canto direto.
    Os comandados de Hugo Santos acusaram o golo e acabariam por sofrer o segundo volvidos dois minutos, com Luca a centrar e Moreira a aparecer livre ao segundo poste para encostar sem dificuldade. 
    Os vieirenses mandavam no jogo e dispuseram mesmo de mais um par de oportunidades para dilatar o marcador, mas o resultado manteve-se até ao intervalo. Minutos antes, Hugo Santos fizera a primeira substituição, com Jorginho a render Tito.
    A segunda parte foi o inverso da primeira. Talvez deslumbrados pelas facilidades do primeiro tempo, o Vieira acabou por recuar as linhas, dando iniciativa de jogo aos visitantes, o que os fez acreditar e partir para um grande segundo tempo, onde , em abono da verdade, só deu Ninense. 
    O técnico famalicense arriscou tudo na frente com Christophe a render André , e o Ninense tomou conta das operações.  Jorginho , que havia entrado ainda no primeiro tempo, acabaria por sair lesionado , dando lugar a Jorge Fonseca.
   Ambas as substituições foram apostas ganhas do treinador, já que aos 80 minutos, Jorge Fonseca marca um grande golo de fora da area, deixando Joao Nunes pregado na baliza dos locais.  Os dez minutos finais foram de algum nervosismo, e no minuto final após um canto batido por Martins, Christophe antecipa-se aos homens da casa e repõe a igualdade.
    Não haveria tempo para mais, e o empate acabaria por prevalecer, fruto da alternância de domínio de jogo em ambos os tempos.
   No final, ambos os técnicos estavam de acordo na analise de jogo, sendo que Miguel Paredes lamentou-se da falta de eficacia ofensiva da sua equipa no primeiro tempo.  Já Hugo Santos, falou de uma segunda parte de qualidade da sua equipa, onde a justiça no marcador acabou por acontecer já nos minutos finais.

“Na primeira parte foi brilhante da nossa equipa. Estávamos a ganhar 2-0 ao intervalo, mas o resultado justo seria 5/6 a zero fruto das muitas oportunidades que tivemos. Foi uma equipa com muita personalidade, que soube jogar, explorou bem as costas do adversário. Ao intervalo, o 2-0 era injusto e pecava por escasso. No segundo tempo, mesmo tendo avisado que o Ninense não era aquilo que se tinha visto, tivemos dificuldades e falta de personalidade. O Ninense dominou, mas não teve muitas oportunidades.”
Miguel Paredes, treinador do Vieira 

“O Ninense entrou muito mal na primeira parte. Foi a pior primeira parte que realizei na minha carreira. O Vieira marcou dois golos, mas podia ter marcado quatro ou cinco. Não o fez e nós aproveitámos o facto de não terem encerrado o jogo. Ao intervalo chamámos atenção ao que estava errado e depois crescemos. Penso que é o Ninense que dita o que foi o jogo: primeira parte fraca, com a Vieira a mandar, mas na segunda parte aparecemos transfigurados, com personalidade e mostramos o que é a nossa equipa.”
Hugo Santos, treinador do Ninense


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