domingo, 22 de novembro de 2015

Derbi famalicense sorriu ao Joane


Golo solitario de Vitor Hugo deu vitoria aos joanenses num jogo onde a polemica começou logo antes do apito inicial na partida.
  
Frente a frente jogavam as duas equipas famalicenses da prova num jogo com duas realidades diferentes, com o Ninense a almejar os lugares cimeiros da tabela classificativa e os da casa a lutar pela fuga á despromoção. 
O treinador ninense debatia-se com algumas ausencias no plantel, desde logo com Socrates a sair do onze inicial por lesão e Tó Barbosa a cumprir castigo na bancada. Num jogo muito disputado no meio campo, foram poucas as oportunidades de golo na primeira parte, e foi preciso chegar á meia hora de jogo para ver um remate á baliza , no caso uma cabeçada de Nelson Oliveira que deu sensação de golo para os forasteiros. A bola , contudo, saiu a centimetros por cima da barra.  Já no ultimo lance da primeira parte, é Lucio quem falha o remate quando tinha tudo para inaugurar o marcador para os da casa.
O segundo tempo começou praticamente com o golo do Joane. Livre em jeito de canto curto para os da casa, e Vitor Hugo cabeceia para o fundo das redes de Andre Ferreira.
Praticamente no lance seguinte, o Ninense poderia ter empatado quando Cesario ficou com a bola isolado frente a  Sergio, mas a defesa dos locais acabou por resolver .
A segunda parte foi toda jogada no meio campo do Joane, com o Ninense a empurrar ás cordas um Joane, que com alguma mestria e falta de inspiração dos ninenses , lá foi segurando o resultado , até ao apito final. 
O Joane acabaria mesmo por jogar o ultimo quarto de hora com menos uma unidade , com Miguel a receber a segunda cartolina amarela , após entrada impiedosa sobre Barroso. 
Nos descontos dados pelo arbitro , o Ninense poderia ter mesmo empatado , primeiro por Christophe , num chapéu que saiu algo ao lado , e depois por Martins na marcação de um livre directo, com o guardião da casa a corresponder com boa defesa.
Acabou por sorrir a vitoria á equipa que foi mais feliz , numa tarde fria de futebol onde os animos quentes no final da partida acabaram por aquecer o muito publico que marcou presença em Joane esta tarde.
O trio de arbitragem liderado pelo Sr. Nelson Cunha teve uma prestação irrepreensível, estando ao nivel dos acontecimentos e ajuizando sempre bem num jogo nem sempre facil de dirigir . 

"Depois de 14 horas de treino que o Campo de Jogos do Joane sofreu esta semana , obviamente que o jogo nunca seria bem jogado. Foi um jogo muito equilibrado, tanto na primeira como na segunda parte. Ofensivamente fomos inoperantes pelo menos na primeira parte. Na segunda parte , e depois do golo sofrido, fomos mais para a frente , mas devíamos ter tido a atitude no primeiro tempo que tivemos no segundo. Não a tivemos , e sendo assim perdemos o jogo. Admito que já ganhei jogos fazendo menos do que fizemos aqui hoje.  Fomos bravos , mas faltou-nos alguma qualidade tecnica e operancia ofensiva para conseguir materializar em golos. Não conseguimos, o Joane passou para a frente numa bola parada e depois foi mais complicado." 
Hugo Santos , treinador do Ninense  

Ficha do jogo 

Campeonato Pro-Nacional 

Campo dos Barreiros

GD Joane 1 - AD Ninense 0 

Arbitro : Nelson Cunha auxiliado por Pedro Caldeira e Carlos Ribeiro 

Pelo Joane jogaram: Sergio, Lucio, Cadete ( Luis 72 m), Joao Andre, Miguel, Lapinha (Machado 90 m), Filipe, Cunha, Ruca, Vitor Hugo (Bruno 74 m)e Garcia.
Treinador : Tiago Cunha 

Pelo Ninense jogaram: Andre Ferreira, David, China, Pinheiro, Joaozinho, Cesario (Diogo 81 m), Christophe, Nelson Oliveira ( Venu 57 m) , Barroso, Ventura ( Joao Dias 57 m) e Martins.
Treinador : Hugo Santos

Marcador: Vitor Hugo ( 49 m).

Disciplina: Amarelos: Lapinha ( 30 m), Cunha (32 m), Joaozinho (35 m), Martins ( 53 m), Miguel ( 56 m + 71 m), Vitor Hugo (57 m), Lucio ( 68 m), Bruno (84 m) e Filipe ( 90 + 3 m).


Caso Cadete: Polemica começou logo antes da partida

Uma das supresas no onze inicial do Joane seria a presença de Cadete, jogador que até há duas semanas envergava as cores ninenses.  Uma das condições da transferencia do jogador para o Joane, foi a que ambas as direções acordaram sobre um compromisso de honra , no caso assinado pelo presidente do GD Joane,  em como o atleta não disputaria qualquer jogo frente ao clube de Nine esta epoca, sendo essa a contrapartida pedida pelo Ninense ao clube de Joane, acreditando estarmos a lidar com pessoas de bem e de palavra. O jogador dera a sua palavra, o treinador Tiago Cunha era conhecedor, o presidente Custodio assinara sobre sua honra o compromisso.
Mesmo sem razão para duvidar das pessoas, abordado que foi durante esta semana de trabalho, o director desportivo do Joane "Filipe Pinheiro Fina" assegurou que o acordo seria mantido, já que "as pessoas de Joane tinham o habito de honrar a palavra dada".
No futebol tal como na vida, há pessoas de palavra, em que honram os seus compromissos, pessoas em que a palavra vale mais que um simples papel, o que lhes permite andar na rua de cara lavada sem ter de andar a olhar para o chão nem assobiar para o lado. Há outros, porém, onde o que fazem no futebol é o que fazem na vida, enganando as pessoas com falsas promessas, mentindo desavergonhadamente e onde a sua palavra vale tanto como um tostão furado. Fica a lembrança que, tal como nas encruzilhadas da vida, também por vezes nos caminhos no futebol nos cruzamos com pessoas assim , ficando mais uma lição de vida para mais tarde recordar.

" Existia um acordo de cavalheiros por parte da direção do Joane , no qual se comprometeu a não colocar o Cadete nos jogos que opusessem as duas equipas . Acreditamos neles, podiamos ter feito como já fizeram connosco , em que nos obrigaram a depositar cheques como garantia de não utilizar os jogadores. Acreditamos nas pessoas , infelizmente é mais uma pancada que levo no futebol. Não há honestidade , é uma vergonha. O proprio jogador faltou-me á palavra, tambem sabia do acordo". 
Jose Fonseca, Presidente do Ninense

"Durante a semana , falei com o director desportivo do Joane, o Fina, que me disse que o Cadete não iria jogar . A pessoa com quem tratei da transferencia do Cadete, o Sr. Coelho que haveria de ser despedido do Joane devido a desentendimentos com a direção do clube , garantiu-me e deu-me a palavra que não ia jogar.  O Sr. Custódio assinou um papel em conjunto com a direção do Nine em como o Cadete não iria jogar, mas contra faltas de palavra e de honenstidade , estas pessoas se são assim no futebol imagino o que serão na vida . Independentemente do resultado, o Cadete jogou, não marcou poderia ter marcado, mas se as pessoas cumprissem o que assumem era bom. Volto a referir, presidente, diretor desportivo, treinador, jogador, todos sabiam , o papel está assinado , mostro a quem o pedir. Se as pessoas não têm palavra, nós, enquanto direção, não podemos fazer nada. "
 Jorge Guimarães, diretor Desportivo do Ninense 

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